O mundo é o indivíduo. Como diria Renato Russo "o mal do século é a solidão / cada um de nós imerso em sua própria arrogância / esperando por um pouco de afeição". Nada mais certo para os nossos dias. Antes, e nem tão antes assim, cerca de 60 anos atrás, meus avós viam TV com a família toda, os amigos, os vizinhos. A televisão agregava. Um pouco antes da TV, o rádio reunia multidões, a música agregava. Hoje, quem pode (e tem dinheiro) tem uma TV no celular. A minha geração (e classe social) já é formada por pessoas que tem TV no quarto, cada um com a sua, muitas vezes assistindo os mesmos programas. Mas agora você pode levar a televisão com você, hoje a transmissão é digital. Com a música é a mesma coisa. Antes a música era para todos juntos, depois para cada família, e a tecnologia foi evoluindo, o rádio diminuindo, e hoje o mpQualquernúmero vai para onde você quiser levá-lo.
As pessoas vão ficando (porque é uma ação contínua) cada vez mais imersas em si mesmas. Em seus fones de ouvido. O que é uma pena. Tem tanta coisa para ouvir do lado de fora...
E eu continuo resistindo a tudo que tolhe meus sentidos.